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As unidades de investigação lideradas pelos Professores Miguel Castanho e Nuno Santos, no Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, colaboram com o grupo de investigação da Universidade Federal do Rio de Janeiro sob responsabilidade da Professora Andrea da Poian, para desvendar a forma como o vírus de Dengue se liga e consegue infectar células humanas. Tudo depende da forma como algumas proteínas da superficíe do vírus conseguem interactuar com a membrana da célula-alvo e como  a membrana do próprio vírus se consegue fundir com a membrana da célula. O processo tem algumas semelhanças com o que é conhecido para outros vírus, como o influenza ou o HIV. Foi precisamente aproveitando a experiência que já tinham adquirido em estudos relacionados com o HIV que os investigadores portugueses se lançaram no estudo do vírus de Dengue. O projecto em curso, desde 2007, é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, de Portugal. Nele trabalham actualmente seis pessoas em Portugal e já produziu resultados concretos ao revelar que as proteínas da superfície dos vírus têm a faculdade de se agrupar e actuar concertadamente no processo de infecção. O trabalho já foi tornado público numa revista internacional Um segundo trabalho, complementar deste, também já foi publicado.
Portugal e Brasil unem, desta forma, esforços no sentido de melhor compreender o processo de infecção de células humanas pelo vírus de Dengue, contribuindo assim para o futuro controlo das doenças por ele causado.

Projecto Dengue

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